sábado, 31 de dezembro de 2011

Artigo compartilhado

Eu nao gosto de fazer isso, mas precisei! he he he Tive que copiar esse artigo pra compartilhar com meus leitores. Sei que a maioria de nós sabe tudo o que está escrito nele (tipo os livros do Paulo Coelho), mas as vezes a gente esquece!
O encontrei no site www.stum.com.br

2012 Compartilhe!

:: Silvia Malamud :: 
Na passagem para 2012, habilite-se a inverter o usual processo do pedir, do sentir a falta. Invista seu tempo pessoal e sagrado conectando-se na sua riqueza interior e ofereça o seu melhor para o universo confiando na prosperidade que desde sempre existe em você.

- Entre em contato com a sua abundância natural. Lembre-se de que todos nós temos algo a oferecer. Compartilhe, doe-se.

- Contrate consigo mesmo de que neste ano você olhará o próximo com mais benevolência, com maior empatia. Às vezes estar junto sem falar já é o bastante. Observe quando calar e ofereça o seu silêncio afetivo. Fale apenas se tiver palavras amigas para expressar.

- Evite falar mal do outro, a energia expandida nestas ocasiões sempre vem repleta de sentimentos tóxicos, não é nada próspera e nada perto da grandiosidade que você é.

- Permita ser belo em todos os aspectos de sua existência. Colabore para sua autoestima florescer.

- Ame a tudo e compartilhe com todos o seu melhor. Isso é o que realmente importa.

- Se lembrar de vivências difíceis com alguém e a vida trouxer essa pessoa de volta, não se vingue, apenas esteja bem, compartilhe o bem. Sinta-se feliz e invista tudo para que possa estar bem, sempre compartilhando o seu melhor em todas as oportunidades que surgirem . Nada vem ao acaso.

- Esqueça definitivamente o que lhe devem, ou mesmo se considera o mundo ou a sua vida injusta. Permita-se caminhar para frente. Inicie, em 2012, uma nova jornada num outro assento deste imenso e criativo cenário sagrado.

- Reveja seus armários e dê o que precisa ser dado e que há tempos mantém. Muitas memórias/coisas guardadas podem representar falta e dificuldade com o fluir da vida.

- Pare de ser o senhor da verdade, pare de esperar reciprocidade do outro mediante leis que você próprio inventa. Decida parar de cobrar do outro o que sempre cobrou.

- Defina-se como próspero e doador. Tenha prazer pelo simples fato de que é literalmente prazeroso compartilhar o seu melhor.

- Celebre durante todo o ano o propósito do compartilhar. Aproveite a carona nesse novo status e celebre sua própria vida!

- Já é hora de desconectar-se, de libertar-se do sonambulismo crônico da ilusão da falta. Seja feliz, não espere do outro o que você tem em abundância.

- Compartilhe compaixão, afeto sincero, compartilhe sua criatividade e trabalho ao mundo.

- Compartilhe seu amor.

Desejo que em 2012 você definitivamente entre em contato com toda a abundância e prosperidade que já tem.
Desejo expansão sem limites! Já imaginou que delícia?
Você pode, você merece!

É isso que eu desejo a você.
Compartilho com você a sua/minha abundância. Compartilho com você a minha/sua confiança na vida.

Em 2012, Siga em frente. Compartilhe, Confie.
Você pode, você merece!

Silvia Malamud é colaboradora do Site desde 2000. Psicóloga Clínica, Terapia Breve e de Casais (Sedes), Terapeuta Certificada em EMDR pelo EMDR Institute/EUA e Terapeuta em Brainspotting – David Grand PhD/EUA.
Psicóloga Assistente do Iasmpe Instituto de Assistência Médica ao Servidor Publico Estadual. Tel. (11) 9938.3142 - deixar recado.
Autora do Livro: Projeto Secreto Universos
Visite seu Site
Email: solvia.md@gmail.com

Feliz ano novo!!!

Amigos de perto e de longe, virtuais ou nao, colegas e afins. Desejo a cada um de voces tudo isso e mais o que voces quiserem de bom em 2012. Obrigada por compartilhar comigo 2011 de uma maneira ou de outra. Nos vemos/falamos no ano que vem. Que muita coisa boa acontece na sua vida e na vida dos que voce ama.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Orquídeas

Singapura é a terra das orquídeas. Elas estao por toda a parte e sao de todas as cores e tamanhos. Coisa linda de se ver!
Para os turistas, os cientistas  do Jardim Botanico de Singapura desenvolveram mudas de orquídeas que podem entrar em qualquer país sem problemas com a imigracao. Plantas e comida sao proibidas de entrar  em países que nao pertecem ao mesmo grupo economico ou regiao por conta das doencas que podem conter.
Estas mudas sao clonadas e acondicionadas numa embalagem fechada a vácuo. Contém um gel nutriente que mantém a planta viva. Só pode ser transplantada quando a mudinha crescer e encher o frasco. Vamos ver se vinga!!!









Ainda Sigapura

Nao vi muita coisa artesanal em Singapura. Tudo é muito industrializado. Essas bonecas foram as poucas coisas que vi feitas aa mao por aquelas bandas.
Sao bonequinhas de coco. Umas gracinhas!

E as gueixas, que sao japonesas, mas estavam a venda na loja de souvenir.


Esses passarinhos estavam enfeitando a árvora de Natal da loja. Sao feitos em tecido brilhante e o rabo é de pena. Achei muito lindinho.

E olha só que sacrilégio colocar ratos no presépio! 
Esses elefantinhos estao espalhados por toda a cidade. Eles fazem parte de um projeto de preservacao de elefantes em seu habitat, patrocinado pelo governo. Eu nao pesquisei sobre isso mas cada elefante é obra de um artista e tem um nome. 






Vi também duas obras de Botero, o artista colombiano. Inconfundível! Eu adoro! Em Londres tem uma mulher gordinha dele. rsrs



Essas capas em 3D para celular sao muito bonitas, mas nao acho que sejam funcionais. Jamais dariam certo pra mim! rs




sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Em uma semana duas pessoas da minha família se foram. E eu aqui longe, muito longe. Faltam seis dias pra eu chegar no Brasil, mas nao deu tempo de ve-los novamente. Nesses longos anos que vivo fora do meu país perdi várias pessoas queridas que moraram e ficarao pra sempre no meu coracao. Mas é difícil assimilar porque eu nao vi. Também é difícil pensar que daqui nada posso fazer para, pelo menos, tentar acalmar os coracoes que ficaram, segurar a mao, dar um abraco.
Por isso eu sempre digo que a gente nao deve desejar mal pro outro, qualquer outro. Pra que a inveja, a mentira, a má convivencia se no final somos todos iguais? A nossa única certeza é a morte e a gente nunca sabe quando ela vai chegar. Apesar de acreditar num próximo encontro, é doloroso saber que a aquela vida se foi da minha vida física!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Singapura

Estamos em Singapura (vou escrever com S porque em ingles é Singapore) e nao fizemos nada. Nem tirei foto com o Merlion ainda! Merlion é o símbolo da cidade/país, um ser mítico com cabeca de leao e corpo de peixe, criado em 1964 pelo artista Fraser Brunner.
Chove demais da conta nesse país! Aqui agora é inverno, mas o inverno deles é igualzinho o inverno de Cuiabá: calorao que nao acaba e mormaco (com ce cedilha) porque chove e abafa tudo.
Mas é tudo muito limpo, organizado e verde. A impressao é de que a cidade/país nao é muito populosa. Os habitantes sao uma mistura asiática de indianos, chineses e malaios. Todo mundo é super bem-humorado, brinca e está sempre sempre disposto a ajudar.
Singapura é o paraíso das compras. Sao 84 shopping centers, um ao lado do outro, e todos enormes. As marcas mais famosas do mundo tem lojas magníficas por aqui. Mas tem muita coisa que é muito mais barata em Londres, como perfumes, por exemplo. A maioria dos shoppings se concentra na mais famosa avenida do país, a Orchard Road.
Estamos aqui por motivos médicos. Minha sogra sofre de Mal de Parkinson e aqui estao alguns experts no tratamento da doenca. É bem longe do Paquistao, seria muito melhor fazer o tratamento na Índia (que tem excelentes médicos e hospitais) mas os problemas entre os dois países fazem com que os vistos sejam complicados de se obter.
Entao estamos eu, Majeed, um irmao, uma irma e a mae deles aqui. Ela tem melhorado com as novas doses dos medicamentos, que foram trocados pelo novo médico. Estamos todos otimistas, sabendo perfeitamente que a doenca pode ser contida mas nao curada e eventualmente vai chegar ao último estágio que é a completa falta de movimentos.
É complicado fazer turismo numa situacao dessas,com cadeirante, entao estamos mais no hotel e no hospital do que andando por aí. E ainda que quiséssemos seria chato andar pela cidade debaixo de chuva, porque como já disse, chove o tempo todo, chuva forte e inesperada com raios e trovoes.
Ainda assim, fomos ao aquário "Underworld Water" e ao Jardim Botanico de Singapura. Nem tenho dicas pra dar mas se alguém está pensando em visitar Singapura nao venha no inverno. Voce nao vai fazer muita coisa ou vai pegar pneumonia se ficar na chuva. rsrs
A cidade/país é um dos lugares mais seguros da Ásia. Aqui existem pena de morte e tolerancia zero. Ajuda bastante a manter o lugar tranquilo. Em todos esses dias aqui, nao ouvi mais do que duas vezes sirenes. Nem sei se eram de polícia ou ambulancia. E olha que estamos hospedados na área central da cidade.
A arquitetura é moderna, com ruas e seus respectivos nomes que lembram muito Londres. Eles copiam muita coisa de lá, até os onibus de dois andares. Estava esperando encontrar prédios antigos ao estilo thai ou chines, mas o que vemos sao arranha-céus, nenhuma casa até agora. A cidade está toda enfeitada para o Natal, com muita luz e cor. Pra variar nao tenho boas fotos. Preciso de uma camera que preste!!!!












sábado, 26 de novembro de 2011

Artesanato de Sindh

A minha amiga virtual, Audeni, do blog Dona Mocinha do Brasil (http://donamocinhadobrasil.blogspot.com/), me escreveu perguntando sobre o artesanato paquistanes. Entao fiz esse post pra voce, Audeni, e pra todo mundo que gosta de artesanato. Eu tenho poucas fotos, mas pesquisei e encontrei algumas.
O Paquistao é dividido em quatro províncias e cada uma tem sua história e cultura próprias, porque nem sempre foram um país só. Sindh, a Província que visitei, já foi um país independente entao os costumes sao diferentes, as línguas faladas lá sao diferentes, enfim, é como no Brasil. Existem vários Brasis dentro do Brasil.
A ceramica é muito presente no artesanato local. Eles usam potes para armazenar e manter a água fresca, como no nordeste brasileiro. Fazem bichos e bonecos de ceramica.
Os homens usam uma espécie de boina, que é toda bordada a mao e tem desenhos particulares. Nunca os muculmanos usam desenhos de pessoas ou animais. Todos os designs usados para decorar qualquer lugar ou objeto é geométrico. 
As mulheres aprendem desde muito cedo a fazer o Ralhi. Eu desconfio que foi desse artesanato que surgiu o quilt e o patchwork. Algumas pecas demoram meses para serem confeccionadas porque tudo, absolutamente tudo, é feito aa mao. Algumas cobertas sao muito pesadas, boas para o inverno. 

Os paquistaneses comem muito pao, nao o nosso pao, mas um pao feito sempre na hora, apenas com farinha de trigo integral e água, bem fino, meio que frito numa espécie de frigideira sem bordas (eles usam óleo de girassol ou canola). Parece um pao sírio, mas é molinho. Muito bom! 
Entao para conservar os paes, feitos um a um, quentinhos eles usam esse pote feito com as folhas das palmeiras de tamaras. Trabalho manual bonito e muito duradouro. 
Os tecidos também sao um assunto aa parte. Sao tantas cores, estilos, brilhos, estampas, texturas que a pessoa fica perdida. Sabe a história de nao testar mais de tres perfumes ao mesmo tempo? Igual. 
Tudo é muito colorido. Difícil é encontrar tecidos sóbrios e de uma cor só. 
Esses sao bordados aa mao. Eu, pra variar, nao tenho fotos. Acho que vi tanto tecido diferente que me acostumei e nao achei o assunto interessante. Só quando minha mae me pediu alguns que me liguei! 

Indignacao!

Que palhacada eu acho essa história de divisao. Brasil tem dinheiro pra criar Estados e nao tem dinheiro pra dar um jeito na Educacao, Saúde e Seguranca Pública. Pará, Mato Grosso... Nao vai dividir nada nao! E os gaúchos vao ter que continuar engolindo o resto do Brasil. Pronto falei!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Novo casamento, mesmo marido

Quase dois anos depois do nosso casamento, há ainda comemoracao! Brinco, dizendo que depois de tanto casamento e tanto documento (em quatro países) se um dia nos divorciarmos, que seja de uma vez só porque fazer o caminho contrário desfazendo tanta festa e papelada vai ser complicado. rsrsr
Como nao nos casamos da forma "normal", nem para a minha cultura nem para a dele, longe de nossas famílias, ganhamos festas no Paquistao e estamos planejando um jantar para os íntimos no Brasil, com as bencaos de um Mulah e de um padre (porque minha família toda é católica). Se acontecer eu conto aqui!!
Entao, se eu tivesse me casado bem bonitinha, no Paquistao, com toda a pompa e circunstancia seria assim: durante sete dias eu comeria somente frutas secas e castanhas, beberia muita água e leite de búfala, teria minha pele preparada diariamente para ficar macia, sedosa e mais clara (mais ainda???) com misturas de produtos naturais e óleos, sem sair do quarto, sem ver a luz do sol. Os cabelos teriam o mesmo tratamento.
Depois desse período ganharia presentes como roupas e jóias - verdadeiras e escolhidas pela mae do noivo. Entao aconteceria a Mahendi's night ou a Noite da Henna. Uma noite de festa somente para as mulheres. Homens sao proibidos. Clube da Luluzinha, entende? Entao a noiva seria "pintada" com henna, nas maos e nos pés. Só entao, aconteceria o Nikah, a cerimonia do contrato nupcial - porque o casamento para o Islamismo nao é um sacramento, é um contrato.
Nós pulamos todas as partes e fizemos nosso Nikah, em Londres, na presenca de um Mulah e dois amigos.  Simples demais da conta, mas eu estava vestida a carater!
Depois nos casamos no cartório e usei branco, ainda em Londres.
No Paquistao eu tive a minha Mahendi's night com direito a batucada e muita, muita gente pra me ver. Nessa noite todas as mulheres das vilas foram convidadas. Foi um tumulto. Quem nao tinha me visitado durante a semana, aproveitou a ocasiao para conhecer a nova landlady e saber quem era a estrangeira escolhida de Majeed. rsrs

Sempre disse que nunca me casaria. Quem me conhece há tempos sabe disso. Mas dizia que se isso um dia acontecesse eu queria me casar ou de vermelho ou de alaranjado, minha cor preferida.
Majeed por sua vez, teve um sonho quando era adolescente, que estava se casando com uma mulher vestida de branco, como nos casamentos cristaos. Ele nao entendeu nada, nunca tinha visto uma noiva crista só sabia que se casavam de branco, esqueceu do sonho e só lembrou-o quando me conheceu. Destino? Nós acreditamos nele!
Bom, entao como ia dizendo, ganhei um vestido alaranjado para a noite da henna. Assim do nada. Sem dizer nada e nem saber do que se tratava.
Eu fiquei sentada só sendo observada. Observava também, claro. Observei que os homens da família circulavam pelo imenso quintal com metralhadoras e fuzis nos ombros. Falei sobre isso no post anterior. 
Eu nao posso colocar fotos porque nao posso expor as mulheres da família e elas aparecem em quase todas.
Entao na noite seguinte, uma sexta-feira, aconteceu a festa do Nikah, celebrado em fevereiro de 2010, em Londres. Dessa vez, convidadas selecionadas e a seguranca reforcada. De novo teve batucada - quase samba - danca e música. Até as meninas que trabalham na casa ensaiaram uma música de Bollywood (cinema indiano que eu adoro rsrs) pra dancar pra mim. Foi muito bom. .Teve também muita comida.
Eu fiquei sentada de novo e a minha volta as mulheres da família. Majeed jantou com os irmaos, primos e tios na Utak (falei dela no post anterior também) e apareceu na festa para as fotos e os votos de felicidades das mulheres locais, algumas que o conhecem desde bebezinho. Nessa noite usei um vestido vermelho.